A entrega dos documentos para a entrada do Facebook em bolsa na quarta-feira passada tem dominado a agenda noticiosa, sobretudo pela análise dos números da atividade. A antecipação da valorização da empresa, que nasceu num dormitório da Universidade de Harvard, e a comparação com a fortuna de outros líderes de gigantes da tecnologia dá também mote às análises sobre o IPO.
Segundo os dados divulgados, o Facebook poderá angariar no IPO entre 5 e 10 mil milhões de dólares colocando o valor da empresa entre os 75 e os 100 mil milhões, mas já há quem projete a valorização para 200 mil milhões a curto prazo.
Com estes valores a fortuna de Mark Zuckerberg aumenta exponencialmente, lançando o fundador do Facebook para lugares cimeiros na lista dos mais ricos da revista Forbes, onde ocupou este ano 14º lugar nos Estados Unidos, com uma fortuna avaliada em 17,5 mil milhões de dólares.
Zuckerberg é dono de 28,4% das ações do Facebook, mas com direitos especiais que lhe conferem o controle de uma maioria de 56,9% dos votos. O presidente e CEO da rede social tem ainda prevalência sobre a nomeação do conselho de administração e decisões de gestão e está garantida a sua participação ativa no Facebook até à morte, altura em que pode nomear um sucessor, adianta a Bloomberg.
Com a entrada em bolsa do Facebook as ações do jovem de 27 anos podem atingir os 28,4 mil milhões de dólares, tornando-o mais rico do que os fundadores da Google e equiparando-o a Larry Ellison, da Oracle, contabiliza a mesma agência.
Por isso não é de estranhar que, num movimento simbólico, Mark Zuckerberg tenha decidido rever o seu salário para 1 dólar por ano a partir de 2013, à semelhança do que Steve Jobs já tinha feito quando voltou à Apple.
Entre os bilionários do Facebook contam-se também o co-fundador Dustin Moskovitz, que possui 7,6 % das ações, e Sheryl Sandberg, a COO da empresa que possui 0,1%, com 1,9 milhões de ações a que se somam 39,3 milhões de ações de utilização restrita que serão entregues seis meses após o IPO.
O diretor financeiro e o diretor de engenharia do Facebook, David Ebersman e Michael Schroepfer, detêm 2,2 milhões de ações cada um, a que se somam 7,5 e 6,1 milhões de ações de utilização restrita, respetivamente.
Escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Fátima Caçador